Farisaímso 2

Maio 11, 2007

(Antes de postar mais este texto, quero reafirmar que este blog é sobre mim, sobre o que se passa na minha cabeça e às vezes me incomoda. Não tenho pretensão nenhuma de escrever sermões, aliás, na maioria das vezes que uso o pronome “você” na verdade sou eu conversando comigo mesmo)

Infelizmente, eu demoro bem mais do que gostaria para perceber meus erros. Esta semana li um livro sobre a Graça de Deus atuando em meio às dificuldades. Os últimos capítulos tratavam da grandeza e abrangência da maravilhosa Graça de Deus de uma maneira tão consistente e simples, que me fez (mais uma vez) ser constrangida pelo amor divino.

Freqüento uma igreja que fala insistentemente sobre a Graça, tenho escutado repetidas vezes sobre este tema, porém alguma coisa naquele livro me fez observar como tenho transmitido a vida cristã à outras pessoas. Me deparei com minha conduta totalmente contrária à Graça. Percebi que tenho exaltado mais as atitudes do cristão do que o próprio Cristo, e pior, tenho orgulho em contar o que faço ou deixo de fazer, esquecendo-me que não tenho mérito nenhum em nada. As palavras “princípios” e “condutas” têm ocupado muito mais espaço em meu vocabulário do que “amor” e “misericórdia”.

Quanta vergonha e tristeza senti ao me deparar com essa minha postura. Se o que eu tenho para apresentar do cristianismo é um código de condutas, estou rebaixando-o ao nível de qualquer religião.

Nenhuma religião do mundo oferece amor, misericórdia e perdão gratuitamente, só uma pessoa oferece isso: Jesus Cristo. Somente anunciando esta Graça é que se pode cumprir a palavra de Deus; de fazer a diferença num mundo abarrotado de religiões.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3:16

 Você que está lendo esse blog agora, saiba que Cristo ama você, independentemente do que você é ou deixa de ser, do que faz ou deixa de fazer. Ele ama porque Ele é amor! Você não gostaria de conhecê-Lo melhor? =)