abril 15, 2008

Para a dor insuportável

Para o choro interminável

Para a angústia assustadora

 

Para a esperança esmaecida

Para a fé enfraquecida

Para o amor que se foi

 

Para as dúvidas

Para as fraquezas

Para o pecado

 

Para tudo que acabou

Para o que é insolúvel

Para as coisas impossíveis

 

Existe um Deus

Que sempre foi e sempre será

Inesgotável

 

“ Há, acaso, alguma coisa demasiadamente difícil para o Senhor?” Gn 18:14ª

 

“Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, meu Salvador e meu Deus” Sal 42:5

 

 


Lapidação? Castigo? Lição!

abril 14, 2006

Caíram as escamas que cobriam meus olhos e meu coração.

Escamas do orgulho, do preconceito, da desconfiança, das futilidades, da mentira, do medo.

A cada camada desprendida a dor enorme, quase insuportável. O peito apertado, as lágrimas jorrando.

Debaixo de uma dura carapaça a sensibilidade foi despertada.

Revelou-se uma alma, um coração, que bate, que sente.

E olhos que vêem a verdade. Aquela que o espelho não mostra.

Apesar do sofrimento, esse não é, e nunca foi, o motivo da minha tristeza.

Pelo contrário, a dura lição foi, e sempre será, necessária.

Agradeço a Deus e aos Seus meios.


Renovo

outubro 3, 2005

Que gostoso ver o sol nascer de novo, depois de uma noite tão longa
Ver os olhos inchados cedendo aos poucos a um pequeno sorriso
Ver a esperança brotando onde antes só havia desânimo
Ver tudo, todas as mesmas coisas… mas com um foco diferente
Que gostoso é ter um Pai, e saber que Ele renova suas misericórdias a cada manhã!


Florbela Espanca

julho 23, 2005

Já que eu não tenho nada pra escrever (tenho muitas coisas na cabeça, mas não estou conseguindo colocá-las no papel ou na tela) vou colocar aqui um verso da escritora portuguesa Florbela Espanca (1894 – 1930). Eu não conhecia seus escritos, mas agora que estou começando a conhecer, estou gostando muito.

“… O meu Mundo não é como o dos outros, quero demais,
exijo demais, há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessimista.
Sou antes uma exaltada, com alma intensa, violenta,
atormentada, uma alma que não se sente bem onde está,
que tem saudades… sei lá de quê!”

Florbela Espanca


Sozinha

maio 27, 2005

Já tem algum tempo que eu venho aprendendo,
Aprendendo sozinha o que a vida ensina.

Aprendi a não acreditar em tudo o que escuto e em tudo o que vejo,
Aprendi até a não acreditar em tudo o que leio,
E isso eu aprendi sozinha.

Aprendi a não exigir muito das pessoas,
Aprendi a não implicar com pequenas coisas,
E ninguém me pediu isso, eu tive que aprender, sozinha.

Eu aprendi a me criticar, a me elogiar e a exigir de mim,
Aprendi a rir, a chorar e a enxugar as lágrimas,
Tudo isso aprendi a fazer sozinha.

Aprendi que o inverno passa, e que nem todas as primaveras têm flores,
Mas aprendi que mesmo sem flores, se pode descansar no clima ameno,
Aprendi isso passando muitas estações sozinha.

Aprendi que viver pode ser difícil e também pode ser bom,
E que eu não preciso deste ou daquele,
Porque tudo isso eu aprendi sozinha.

Entretanto, eu aprendi também
Que tudo que se aprende sozinha é mais difícil,
E que a vida se torna mais rica, quando se aprende com alguém.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.