crescendo nas estações da vida

setembro 17, 2004

Acho que devo algumas explicações sobre meus últimos textos, são meio deprimentes, eu sei, mas eu estou mesmo passando por uma fase “maravilhosamente” complicada, e outra coisa, eu sou “meio” exagerada mesmo para rascunhar uns poemas. =)
Não estou deprimida, mas estou sendo tratada, acho que a palavra mais apropriada seria: estou sendo “moída”, mas é para meu próprio bem. Recordo-me bem das minhas orações e textos em que eu disse: “Senhor, continue a me ensinar, se for preciso que eu chore mais, que assim seja”. Isto me faz lembrar uma coisa que o pastor da minha igreja disse uma vez: “O maior problema em pedir as coisas para Deus é que Ele atende”.
Seguindo aquela idéia inicial do meu blog, sobre trazer algo de útil de vez em quando, quero compartilhar com vocês um pequeno trecho (adaptado), do livro “Crescendo nas Estações da Vida”, de Charles R. Swindoll, o tema é exatamente o que eu estou passando agora, creio que existam mais pessoas que passam por isso também, espero que a leitura lhes seja proveitosa:

Sopre a poeira que está em cima do livro de Naum, na sua Bíblia, e dê uma olhada na parte final do versículo três do capítulo um:
O seu caminho (do Senhor) está no vendaval e na tempestade…
Isso é bom de se lembrar quando estamos em meio à uma grande tempestade onde podemos nos lembrar da presença de Deus enquanto o céu despenca sobre nossas cabeças e a terra treme sob os nossos pés com a força dos trovões. Ao presenciar tal drama atmosférico, recordamos de que o Diretor tem, o seu caminho na tormenta e na tempestade. Não existe nenhuma dúvida de que o Senhor, o Deus dos céus está na tempestade. A natureza se recusa a deixar que você esqueça quem é o seu Artista.
Mas a vida também tem suas tempestades. Furacões que se originam de céus ensolarados e azuis, ou de claras e limpas noites. O que falar sobre as tormentas da doença, desastre e morte? Sobre as tempestades das interrupções, irritações e mau tratamento? Se as palavras de Naum se aplicam à esfera celeste, elas se aplicam à terrestre? Se o caminho do Deus está no escuro e assustador céu, com certeza também está no meio da dificuldade, nas dolorosas experiências do dia-a-dia. O Diretor do teatro celestial e do terreno é somente um… é o mesmo. O elenco pode ser diferente, a apresentação pode ser alterada, o cenário pode ser rearranjado, mas na direção permanece o Cabeça, o Chefe… supervisionando cada ato, cada cena, cada linha.
Pergunte a Nabucodonozor. Ele vai responder: Todos os povos da terra são como nada diante dele. Ele age como lhe agrada com os exércitos dos céus e com os habitantes da terra. Ninguém é capaz de resistir á sua mão ou dizer-lhe; “O que fizeste?” (Daniel 4:35).
Davi, se consultado iria responder: O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo que lhe agrada (Salmo 115:3).
Paulo poderia acrescentar: Pois é Deus que efetua em vocês tanto o querer como o realizar, de acordo com a boa vontade Dele (Filipenses 2:13).
Moisés afirmaria: Quando vocês estiverem sofrendo e todos essas coisas tiverem acontecido com vocês, então, em dias futuros, vocês voltarão para o Senhor, o seu Deus, e lhe obedecerão. (Deuteronômio 4:30).
A vida está repleta de tempestades direcionadas por Deus. Seriam necessários vários livros para listar as tormentas no caminhar de um crente. Mas duas coisas devem nos confortar no meio de nossas tempestades diárias. Primeira; essas nuvens de problemas aparecem no horizonte de todo mundo. Deus não tem nenhum ator predileto, que sempre consegue o papel principal. Segunda; todos precisamos delas. Deus não tem outro método mais eficiente. Os fortes ventos e constantes raios (sem mencionar as pequenas e constantes irritações) nos modelam, nos tornam humildes, e nos compelem a submeter-nos ao script dele e ao papel que quer que desempenhemos em nossas vidas.
William Cowper pode servir como comprovação disto. Em uma época de sua vida, pesadas e persistentes nuvens bloqueavam todo o sol e esperança. Ele tentou acabar com tudo numa fria manhã se envenenando. A tentativa de suicídio falhou. Então, ele contratou uma carruagem, e se dirigia para o rio Tâmsa, pretendendo se jogar da ponte… mas foi “estranhamento impedido”. Na manhã seguinte, atirou-se numa faca afiada – quebrou a lamina! Falhando mais uma vez, tentou enforcar-se, mas foi encontrado inconsciente… ainda vivo. Algum tempo depois pegou uma Bíblia e começou a ler o livro de Romanos. Foi lá que Cowper encontrou finalmente encontrou o Deus das tempestades, e submeteu-se àquele que havia cuidado dele durante tantos desolados dias e noites tempestuosas. No centro da tempestade encontrou paz.
Após uma vida rica em experiências cristãs – mas não sem tormentas e tempestades – Cowper sentou e escreveu sua visão dos procedimentos de Deus:

Deus se movimenta de formas misteriosas
Assim realiza suas maravilhas;
As pegadas de seus pés estão sobre o mar,
Ele domina as tempestades.
No profundo saber de minas
De infalível destreza
Ele retira seus maravilhosos desígnios,
E trabalha sua soberana vontade.

Antes que a poeira assente, porque não pedir a Deus que mostre o seu caminho no meio da tempestade? A peça é muito mais apreciável quando o elenco coopera com o Diretor.

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