Prioridade

setembro 18, 2006

Vamos supor a seguinte situação: Amanhã você teria a chance de realizar uma prova de matemática, e se for bem nesta prova receberia R$ 50.000 por mês até o fim de sua vida. Diante desta oportunidade única, o que você faria hoje? Acordaria lá pelas 10:00, passaria a tarde no sofá assistindo tv e lá pelas 18:00 daria uma estudadinha antes do jantar pra depois pegar um cineminha? Aposto que não! Com certeza acordaria bem cedinho e aproveitaria cada minuto do dia para estudar. Mesmo que você ganhasse ingressos para assistir de camarote o show da sua banda preferida, mesmo se aquela mulher ou homem com que você sonha há anos te convidasse pra sair, mesmo se estivesse acontecendo a maior festa do mundo bem em frente à sua casa. Ainda assim iria passar o dia estudando com toda certeza, afinal, o que é um dia perto dos 50, 60, 70 anos que ainda têm pela frente?

Esta situação absurda é para exemplificar uma situação real que acontece com todos nós, mas que dificilmente a encaramos com seriedade. Observe o texto a seguir: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”. Apocalipse 21:1 a 5.

Por mais que conheçamos as promessas de Deus e o destino certo da humanidade, é difícil não perder este foco no dia-a-dia (comigo isso sempre acontece). Certa ocasião, quando na igreja que freqüento foram realizadas algumas reuniões para o estudo do Apocalipse, ou seja, sobre o destino certo de todos nós, minha cunhada pensou e disse: Diante da eternidade tudo perde o sentido. Concordei com ela. Assim como não faz sentido desperdiçar a única oportunidade de estudar para a tal prova fictícia que garantiria o sustento e conforto para o resto da vida, também não faz sentido perder esta única vida que temos aqui buscando somente as coisas efêmeras deste mundo. Não importa se Jesus voltará nesta geração ou daqui a 200 anos, importa que nós temos apenas esta vida para buscarmos a Ele e fazê-Lo conhecido aos nossos amigos, afinal não sabemos se iremos viver mais 70 anos ou se morreremos amanhã. E que sejam 70 anos! O que é isso diante da eternidade? Raríssimos dias!! O salmista Davi, pela revelação de Deus, mostra que tinha mais noção do que é nossa vida nesta terra diante da eternidade que temos pela frente: “O homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa”. Salmos 144:4.

Que Deus tenha misericórdia de nós e não nos deixe esquecer disso nem um segundo sequer; que nós temos poucos e preciosos dias para anunciarmos que o Reino de Deus está próximo, para alcançarmos todos os nossos amigos e a quem mais tivermos oportunidade, para que não pereçam eternamente no lago de fogo e enxofre, mas que possam desfrutar para sempre da festa em comunhão com Deus nos céus.

“O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” Apocalipse 21: 7 e 8.