Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento

outubro 1, 2007

Durante o culto desta noite na igreja que freqüento, comecei a observar os quadros que colocaram nas paredes por ocasião da conferência missionária que se encerrou hoje. Eram fotografias de pessoas de diversas tribos e vilarejos ao redor do mundo, todas em locais muito isolados, com uma cultura muito própria, sem nenhuma influência da globalização. Pessoas que falam idiomas únicos, que têm costumes únicos, que vivem de uma maneira única no mundo.

Provavelmente sem saber que em outros lugares as pessoas comem outras coisas além de farinha e que muitas conseguem viver mais do que 40 anos. Pessoas que vivem miseravelmente, sem calçados para proteger os pés, nem roupas suficientes para os proteger do frio. Gente que morre de fome e doenças causadas pela água suja que bebem. Gente que vê suas crianças virando carcaça para os abutres.

Mas não são de outra espécie, são seres humanos exatamente como eu, que têm sentimentos, que sentem dor, sentem frio, que ficam tristes, que choram, que não querem mais viver assim. São vítimas da corrupção e egoísmo de muitos, frutos da mesquinharia e ganância do ser humano.

E o pior, gente que não tem esperança, que não conhece Deus, que não conhece nada além daquela vida desgraçada.

Olhando para aqueles quadros, comecei a ficar incomodada, naquele templo climatizado, com poltronas estofadas e iluminação adequada. Tentei me lembrar de quantas vezes eu não fui à igreja por pura preguiça, por estar frio e chovendo e eu ficar desanimada em ter que escolher qual casaco vestir, ter que sair da minha cama macia para entrar no carro com ar-condicionado e me deslocar algumas quadras…
“Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento (…)” Mateus 3:8a

“E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo.” Mateus 3:10

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